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sexta-feira, 18 de julho de 2008

O fenómeno das bandeiras

É realmente o máximo: uma pessoa vai na rua, cruza-se constantemente com grupos de jovens, grupos e mais grupos – distinguem-se à distância os participantes na J.M.J. porque trazem todos umas mochilas giríssimas, super modernas com 3 cores amarelo, laranja e vermelho – de tal forma evidentes, que parece que em Sydney não há ninguém que não participe neste grande encontro!

Pois bem, com tantos dias a cruzar-me com tantos jovens, já nem ligo aos distintivos de cada grupo… a não ser quando aparece uma bandeira portuguesa. Foi o caso de hoje, quando se cruzou comigo uma enorme bandeira portuguesa! Mas, ainda mais interessante, é que não se tratou de um encontro qualquer, era uma família completa de madeirenses emigrantes em Melbourne, que fizeram 12 horas de carro para vir a Sydney ver o Papa! A conversa que tive com eles, podem ouvi-la na RR e claro que no final, tirámos a fotografia da praxe!


Estávamos nós neste convívio (os amigos madeirenses, sem largar a querida bandeira, claro está), aproximaram-se dois rapazes também com bandeiras portuguesas!... É giro, este fenómeno – tipo íman lusitano – “de onde é que são?” foi a pergunta inevitável. Pois bem eram dois rapazes da diocese do Algarve, acólitos cheios de sorte porque integram o grupo internacional da liturgia e vão estar nestes dias muito perto do Papa, lá em cima no altar, para ajudar nas celebrações. A entrevista com eles e respectivo retrato estão disponíveis na RR.


Aura Miguel

quarta-feira, 16 de julho de 2008


O divertido grupo de Leiria com a repórter da RR


Freira dos EUA em animada conversa com jovens da América Latina...

terça-feira, 15 de julho de 2008

China pela primeira vez na JMJ

Foi a primeira vez na história das Jornadas Mundiais da Juventude que tal aconteceu: inconfundíveis, as bandeiras chinesas surgiram entre os milhares de jovens na missa de abertura, que decorreu no Porto de Bangaroo, em Sidney.

No total terão vindo uns 50 jovens da República Popular da China, todos com visto de turista, como explicou à RR o padre que os acompanha: “É a primeira vez que participamos na Jornada Mundial da Juventude. É uma benção de Deus receber esta graça do Papa. Há 20 anos era impossível, mas agora é possível sair. Viemos sem dizer que era para a Jornada Mundial da Juventude, viemos com o visto de turista e podemos participar.”

Num dos grupos, com 17 jovens de várias províncias que pouco ou nada sabem de inglês, a primeira a aceitar falar foi uma jovem freira que pediu anonimato. “É uma experiência maravilhosa. É a primeira vez que todos nós participamos nesta grande acontecimento. Estamos muito felizes por fazer aqui a experiência da mesma fé, que é a fé da Igreja Católica, na China e em todo o mundo”, diz entusiasmada, acrescentando que, no regresso à China, espera que todos possam “construir juntos boas relações na Igreja”.

Também o sacerdote que os acompanha espera e reza por melhores tempos para os católicos na China. “Há sectores da nossa Igreja que sofreram muito… Rezamos por eles e tentamos ajudá-los, para permitir que o nosso governo nos entenda e assim se afastem as divergências”, disse em entrevista à RR este padre que sempre desejou ver o Papa pessoalmente e dizer-lhe: “Rezamos sempre por si, mas também lhe pedimos para rezar sempre pela Igreja chinesa e pela sua unidade.”

Quanto à carta que, há um ano, o Papa escreveu aos católicos da China, este sacerdote considera que “foi muito boa” porque “revelou uma boa atitude da Igreja para com o governo, uma atitude de diálogo”. E acrescenta: “Por isso muitos católicos chineses sentiram-se reconfortados”.

Aura Miguel, em Sidney


Reportagem áudio da enviada da Renascença


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Chegada do Papa faz manchetes

O Santo Padre está a descansar da viagem, numa casa de retiros onde terá encontrado uma surpresa de quatro patas.

Pastéis de Nata!

E ainda dizem que Portugal é desconhecido! Aqui, no coração comercial de Sydney, encontrei hoje num café PASTEIS DE NATA!

Para meu espanto, quando perguntei à empregada que bolo era aquele, ela respondeu-me: "É uma tarte de leite. Trata-se de um doce que tem origem em Portugal"!

Aqui vai a prova, com a foto do propriamente dito junto à chavena e ao bule de chá, com o jornal de hoje.















O pastel de nata não era nada mau... talvez um pouco deslavado, comparado com os nossos, mas valeu a pena!

Aura Miguel

Lisboetas já em Sidney

Quando aqui cheguei, no sábado, Sydney era uma cidade calma e relativamente pacata. É claro que já se tropeçava nas bandeiras coloridas e nas bancas de venda com artigos para jovens com o logótipo WYD e podíamos encontrar, em várias paróquias, pequenos grupos organizados, mas, desde hoje, a cidade está literalmente mudada.

Assistimos a uma divertida invasão de gente nova, por todo o lado... deslocam-se por grupos, quase sempre acompanhados por um ou outro adulto. Metem-se uns com os outros e perguntam de onde são, quando não têm a bandeira do país a identificá-los.

Pois hoje mesmo, no meio desta "confusão juvenil", encontrei um jovem com uma enorme bandeira portuguesa pendurada nas costas (tipo capa). Pertencia ao grupo do Patriarcado de Lisboa e apontou para o terraço da Sydney Opera House: "Estão todos ali!"

Olhei e vi um grupo de jovens com um enorme canguru de plástico insuflado aos ombros... admirei-me como os lisboetas já se tinham integrado assim tão depressa, mas não: aquele, afinal, era outro grupo da América Latina.

Os "nossos" apareceram sorridentes e, lá tirámos uma foto diante desta complexo fabuloso que é o edifício da Ópera de Sydney. Pela escadaria fora, com a bandeira portuguesa, claro está.

No final, juntaram-se 5 rapazes australianos, com a bandeira deles do tamanho da nossa, e, assim, em poucos segundos, se guardou para a posteridade fotográfica uma bela experiência de comunhão, de olhos postos no encontro com o Papa.


Jornadas da Juventude: "A Esperança de mudar o Mundo"



Aura Miguel

domingo, 13 de julho de 2008

À espera do Papa

No meio desta Sidney bem cosmopolita, o burburinho é já evidente. Jovens de todas as cores e raças esperam o encontro com Papa no próximo fim-de-semana. Até lá existem vários encontros de preparação para os jovens espalhados por várias dioceses da Austrália e por paróquias de Sidney.
Aura Miguel